O USO DA BIODIVERSIDADE LOCAL E DA AGROECOLOGIA NA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS EM TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS NOS MUNICÍPIOS DE MINAS NOVAS E CHAPADA DO NORTE, VALE DO JEQUITINHONHA/MG
Raphael Fernando Rfd Diniz, Maria Aparecida dos Santos Tubaldini. O USO DA BIODIVERSIDADE LOCAL E DA AGROECOLOGIA NA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS EM TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS NOS MUNICÍPIOS DE MINAS NOVAS E CHAPADA DO NORTE, VALE DO JEQUITINHONHA/MG. Ateliê Geográfico, 2011, 5 (2), ⟨10.5216/ag.v5i2.15481⟩. ⟨halshs-05578160⟩
O Vale do Jequitinhonha/MG é uma região conhecida por sua rica biodiversidade em espécies animais e vegetais do Cerrado e de transição para a Mata Atlântica, explorada há séculos por uma lógica singular de manejos com a terra herdada dos povos indígenas e quilombolas. Entretanto, a ocupação das chapadas na década de 1970 pela monocultura do eucalipto implicou em graves conseqüências socioambientais. Diante disso, várias iniciativas foram tomadas, dentre elas, por ONGs e posteriormente por associações quilombolas com o objetivo de superar sérios problemas ambientais. Este trabalho objetiva analisar os resultados obtidos por sistemas agroflorestais – SAFs – implantados em áreas degradadas – “peladores” – de comunidades quilombolas de Minas Novas e Chapada do Norte – MG, visando a recuperação destas áreas e a segurança alimentar das famílias camponesas durante os longos períodos de estiagem. Percebeu-se que importantes avanços foram conseguidos, como a revegetação dos “peladores” por espécies vegetais nativas do Cerrado e a preservação dos solos. Entretanto, constatou-se que a multiplicação destes sistemas tem encontrado limitações decorrentes das idéias hegemônicas de uma racionalidade produtivista ainda predominante na consciência dos agricultores e, principalmente, do Estado.